sexta-feira, 25 de março de 2011

- da saudade que vem, mas nada pode fazer -
Do perdão das palavras aos amigos que se foram!


Quinta as 8!

Aquela velha saudade,
inocência, perdão e biscoitos com chá;

Saudades, poemas.
e a gente ainda que nem tinha carro,
e só de falar quase nem se continha,
de todas as proezas dessa juventude;

Nosso amigo,
nosso irmão,
que de amor se perdeu,
por paixão;

Eu bem que tentei lhe avisar,
da casa pequena que ele foi morar,
fui longe, foi longe,
quando percebeu,
já não sabia voltar;

E a gente que era só guri,
resolveu jogar bola sozinho,
naquele nosso mundinho,
nem sabia bem o que fazer,
mas a gente disse: não vá;

Não ouviu,
tudo bem,
hoje a velhice que nos toma,
daqueles tempos a gente só lembra,
com saudade, com poemas.

Quinta as 8!







segunda-feira, 21 de março de 2011

- música para os pequeninos

Então das palavras deixei falarem,
porque do incomodo provocado fiz alimento,
e minha alma,
que em outrora lamentava,
hoje recolhe as migalhas,
daquelas minhas frases montadas,
daquela nossa vida despejada,
dos meus poemas de ardor,
deixei falarem;

Aus Demis

domingo, 20 de março de 2011

Rapazes

Singelo rapaz
Sujeito fugaz
Sempre correndo atrás
De algo mais.

Lauro Costa G. Borges

quinta-feira, 17 de março de 2011

{agora eu vou cantar pros miseráveis}
- sobre a ofuscação do poeta e do brilho do poema

{Se} Tornarão músicas;
as palavras que em vida deixei de escrever;
às pessoas que cansei de esquecer;

Situações cotidianamente inusitadas,
decorrentes da complexidade das mentes;
nem sei;

Mentes complexas me instigam,
pela incoerência das palavras;
pela sinceridade sem cortes;

Vou resolver um dia;
pode ter certeza;
deixarei pra trás um dia;

Todas as canções com sentido,
todos os sentidos com canções;

Sentimento;
de repentina ofuscação do amor;

Não procure entender;
Mentes complexas me instigam;

Pela incoerência das palavras,
na dificuldade em tentar entender;

{Se} Tornarão músicas;
as palavras que em vida deixei de escrever;


Aus Demis

Ela

Feliz o dia
em que
a flor mais delicada
virou borboleta, e,
num vôo leve e gracioso
resolveu pousar na minha janela.

E viramos amigos.
E sou feliz por isso.

Um dia viro o beija-flor
que há tempos conhece
os detalhes do perfume da flor
e sabe bem como acompanhar
o vôo livre da borboleta.

Lauro Costa G. Borges