sábado, 17 de setembro de 2011

(A glória do tempo)

Eu tenho a sorte de conhecer as palavras;

Este teu pra sempre é babaca, 
e o teu ódio injusto,
enquanto se dá volta no inconsciente mundo,
vou ali viver;

Toda a alegria que me vem é real,
e se por alguma razão eu mudar,
tenho vasta certeza da glória do tempo,
enquanto você se esconde na síntese;

E se hoje não tenho mais que explicar-me contigo,
agradeço pela coragem que me deram,
em meio a tanta bobagem no mundo,
encontro paz, simples;

A eternidade é inconstante,
apenas pelo pouco tempo que temos,
tudo tem que durar pra sempre,
mas eu, eu sou feliz pelo tempo;
(
              )
enquanto se dá volta no inconsciente mundo,
vou ali viver;
 

domingo, 11 de setembro de 2011

Dia comum

Alegria que não cabe no peito
E tenta escapar pela garganta
Chega na boca um grito
Um sorriso, mas é tudo uma lembrança.
O que eu já quis muito hoje não me é suficiente
Volto às coisas simples
Às coisas perdidas
O coração quer paz
O coração quer montanha russa
O coração não sabe de nada
Eu só quero a paz de um dia comum



terça-feira, 6 de setembro de 2011

(smallest)

lembro da tua passagem,
das tuas tardes chuvosas,
da tua voz estridente;
enquanto na minha cintura pegava a vontade,
experimentando contigo a nova interface,
arriscando me ver;

é a fase cinza dos dias,
são as tardes mornas,
nem frias e nem quentes,
e aquele nosso cigarro apagado,
agora molhado pelo orvalho do tempo,
nós que eramos um,
nem mais dois nos fizemos,
senão pelas cartas anônimas;

ah, bobagem são os prazeres do tempo,
enquanto ouço teu som no meu ouvido,
me escondo em gargalhadas, 
finas e pequenos prantos e dores no peito,
quão cinza são essas rosas,
eu que nem posso concorrer com o mundo,
apelo ao teu querer que me queira mais;

eu que sou a droga do tempo,
me faço imortal pra te ter pra sempre em mim,
mas onde está,
aquelas nossas conversas de escada,
aquele nosso cigarro apagado,
agora molhado pelo orvalho do tempo;


domingo, 4 de setembro de 2011

Naty

Pele macia
Um jeito safado
Menina sensível, menina falante
Vestido curtinho, olhar imobilizante
Voz estridente, causando bafão
Natália Roberta, que mulherão


(hahaha, parece mais letra de funk)


sábado, 27 de agosto de 2011

(o melhor do mundo)

Vou estar sentando na calçada,
vendo a chuva cair,
vendo o tempo passar;

Vou lembrar das nossas conversas de escada,
no tempo em que a gente era só pequeno,
e nada perturbava aquela brisa;

Na praia de inverno,
nos corredores do metro,
nos terminais;

Lá, lá estava a certeza do amanhã,
sozinho,
enquanto decolava pra longe o meu querer;

e o céu não era o limite,
e o mundo nem era tão mal,
pequeno me perdia sempre;

Então vinha,
e me pegava pela mão a vida,
e me tentava (me) achar;

me devolver,
e nada do que fazia,
fazia algum sentido;

Porque aquilo,
aquilo era o melhor,
o melhor de tudo;

O melhor do mundo;


Aus Demis

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estrinito

Viver, reviver e viver

pra (não) ter

o que eu quero

esconder

admito

admitir

este mito

é mentir

minto o

grito

irrito

vomito o

grito

finito (?)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

- carta do amigo ao amigo -

é aquele nosso tempo doido,
do tempo das bebidas mais fortes,
dos amores mais fracos;

agora me aponta pra eles o dia,
e se de dia não posso mais ser,
então que a noite me encontre pelo resto que nos resta;

e nossos cafés amargos e gratuitos,
que me encontre no bosque esta tarde,
pois sempre estarei em casa pra te receber;