terça-feira, 6 de setembro de 2011

(smallest)

lembro da tua passagem,
das tuas tardes chuvosas,
da tua voz estridente;
enquanto na minha cintura pegava a vontade,
experimentando contigo a nova interface,
arriscando me ver;

é a fase cinza dos dias,
são as tardes mornas,
nem frias e nem quentes,
e aquele nosso cigarro apagado,
agora molhado pelo orvalho do tempo,
nós que eramos um,
nem mais dois nos fizemos,
senão pelas cartas anônimas;

ah, bobagem são os prazeres do tempo,
enquanto ouço teu som no meu ouvido,
me escondo em gargalhadas, 
finas e pequenos prantos e dores no peito,
quão cinza são essas rosas,
eu que nem posso concorrer com o mundo,
apelo ao teu querer que me queira mais;

eu que sou a droga do tempo,
me faço imortal pra te ter pra sempre em mim,
mas onde está,
aquelas nossas conversas de escada,
aquele nosso cigarro apagado,
agora molhado pelo orvalho do tempo;


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