quinta-feira, 30 de junho de 2011

Com essa dor que segue, que persegue, deixando um rastro de amargura
Sem ternura, pois foi arrancada da alma que amava
Que atirava a sua própria felicidade nas mãos de outra pessoa
Sem enxergar, sem perceber, disposto a machucar
A ilusão, que só crescia e enganava
A dor no peito, que se escondia, que não se mostrava
Mas ali estava, sempre ali, esperando florescer
Ou apodrecer o coração cego, incrédulo
Transbordando confiança, carinho, no aninho da dor
Sem pudor enganou, amaldiçoou, dissimulou
Segue em direção do desamor, que calou
E perpetuou a lágrima amarga que escorre como ácido
Ávido, que se enche de rancor, pois enganado se tornou
Dependendo do amor que já lhe abandonou, no martírio da paixão
No delírio do afago que lhe foi dado, porém tirado
Aqui estou.

Felipe Serino

domingo, 26 de junho de 2011

Dos caminhos, da certeza e da lealdade.


Como é protegido e seguro o coração
de quem tem certeza na lealdade dos que estão próximos.
Proximidade que se mede sem metros ou quilômetros.
Proximidade que se mede assistindo seus passos nos
passos da outra pessoa. Te seguindo e aprendendo contigo.
Te ensinando também.
Caminhando junto. Não é caminhar pro mesmo lugar,
porque todos temos nossa direção distinta. É caminhar
junto, para lugares diferentes.
E você só caminha junto, porque tem certeza na lealdade.
Acho que essa certeza também te mostra qual o seu destino,
porque qual o propósito de caminhar para qualquer direção sozinho?

Lauro Borges

Volátil


Um infinito de possibilidades e uma
real vontade de pertencer.
Pertencer a alguém? Ter alguém.
Tudo muda muito rápido, e a beleza e
juventude não compensam essa volatilidade,
volatilidade desnecessária, promessas e
certezas se apagam tão rápido e facilmente.
Basta 1 copo.
Basta 1 música.
Irritantemente necessárias e inconstantes, mulheres.

Lauro Borges

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A lua.. Confidences (!)

Não quero ódio (?)

(...)

Dor e calor oprimido reprimido

Sem forças nego este podre amido

Arrependida e magoada

Sorrio a loucura de ter amado enganada.








Escorre pelas mãos

O sentimento que transborda o peito

Percorre a extensão na materialidade de sua existência

Calou na garganta a possibilidade de ter negado

Aceitando a podridão interior

Como um amargo veneno

Desce carregando toda sua matéria prima

Concomitantemente cria seu rastro sombrio

Puxa pela própria natureza sem sua beleza

Aparente razão!

Negocio dentro de mim estas possibilidades

Tenho o poder... de escolher

Responsabilidade

Probabilidade

Legitimidade

Conformidade

Periculosidade

Antiluminosidade

Posso ainda esforçar-me mais um pouco? Força?

Toda a raiva

Em algo projetar os sentimentos

Não pode ficar

Estática

eStaticamente estatística

Plácida luz inverte que reflete e inerte

Toda forma em exagero

Amor ou desespero

A dor agoniza em cada veia e chega ao coração

Assim deveria terminar toda essa ilusão

Impossibilidades são receitas postas à mesa do cidadão

Assim consegue-se grandes quantias em vão

Estou à prova

E eu é que tenho que me julgar?

Critérios

À desejar...

Pois toda a imensidão atraída

Está às mãos

A dor existe na própria necessidade de doer

Assim como os pássaros voam sem armaduras, sem proteger

Incoerente

Decisão

Impossível

Sem recisão.

sábado, 11 de junho de 2011

()

doidadorquesinto,
sentidosensatoquerer,
saberesó,
nemalgo,
nemlogo,
nemlago,
profundoser,
deestar,
querersomenteser,
junto,
daspessoasquesemprevãoser,
semprevãoestar,
noestardaspalavrascoladas,
coladaemmeupeitoacilada,
aciladadeestardesselado,
daspessoasquesemprevãoser,
junto,
querersomenteser,
nemlago,
nemlogo,
nemalgo,
saberesó,
sentidosensatoquerer,
doidadorquesinto.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pití

Fugir
Sozinha, tentando sentir
Sem admitir

Sorrir

Até a engolir
E cuspir
Sentir intervir

Agir

Reagir, procuro reagir
Porque quero estar aqui e assim
Me percebi
Sofri
e desse modo inverbal
vivi.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

(o novo céu, é pra lá)

e é lá,
que o tempo perdido faz sentido,
que não existe conceito de nada,
que não existe nada sem um sentido,
e sentir não é incomum,
e morrer não tem conjugação verbal,
é lá,
que tudo vai ser entendido,
e que as trapaças que fizemos em vida,
serão esquecidas,
e que meus dez amores,
cantarão contentes,
e eu,
eu vou estar só,
porque é o que estou tentando dizer:
- o novo céu, é pra lá!