sábado, 27 de agosto de 2011

(o melhor do mundo)

Vou estar sentando na calçada,
vendo a chuva cair,
vendo o tempo passar;

Vou lembrar das nossas conversas de escada,
no tempo em que a gente era só pequeno,
e nada perturbava aquela brisa;

Na praia de inverno,
nos corredores do metro,
nos terminais;

Lá, lá estava a certeza do amanhã,
sozinho,
enquanto decolava pra longe o meu querer;

e o céu não era o limite,
e o mundo nem era tão mal,
pequeno me perdia sempre;

Então vinha,
e me pegava pela mão a vida,
e me tentava (me) achar;

me devolver,
e nada do que fazia,
fazia algum sentido;

Porque aquilo,
aquilo era o melhor,
o melhor de tudo;

O melhor do mundo;


Aus Demis

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estrinito

Viver, reviver e viver

pra (não) ter

o que eu quero

esconder

admito

admitir

este mito

é mentir

minto o

grito

irrito

vomito o

grito

finito (?)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

- carta do amigo ao amigo -

é aquele nosso tempo doido,
do tempo das bebidas mais fortes,
dos amores mais fracos;

agora me aponta pra eles o dia,
e se de dia não posso mais ser,
então que a noite me encontre pelo resto que nos resta;

e nossos cafés amargos e gratuitos,
que me encontre no bosque esta tarde,
pois sempre estarei em casa pra te receber;