quarta-feira, 20 de abril de 2011

(deixa essa data passar)

Quando eu sentava no teu sofá;

Dos cigarros que a gente fumava,
ficou só o gosto das palavras,
daquelas poesias de quarto,
cama e samba-canção,
bobagem;

Que as vezes vem assim a saudade,
a emocionar nossas lembranças,
quando a gente saia andando,
pra não discutir com as donzelas,
sobre o quanto bobo era aquele amor,
teu;

E eu te esperava na porta,
as vezes de banho tomado,
as vezes de toalha no cabelo,
bermuda e camiseta,
e quando você esquecia a chave do portão,
então me ligava a cobrar;

E da família eu tenho saudade,
da nossa conduta imprestável,
e os hábitos de mal-me-quer,
quase sem querer,
era bem passageiro aqueles amores,
meus;

E olha,
se der de esquecer,
os deslances que o tempo nos fez,
faz,
porque nunca fui como aqueles outros,
naquele tempo;
quando eu sentava no teu sofá;




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