em que a gente caia na rua,
e falava das sacanagens das cabeças,
e quase morria de rir da cara do mundo;
dos cigarros que a gente fumava na terça a tarde,
e saia correr na rua jogando bola,
quem dera esse tempo voltasse;
o amor era para os fracos,
e a gente só bebia vinho de galão,
e até altas da madrugada era dia ainda;
de manhã eu acordava,
colocava o uniforme,
e ia de bicicleta te ver;
pra gente correr pelo barro,
e a lama tomar os nossos corpos,
de glória;
e quando a mãe via aquilo,
nem batia,
mas ria daquela cara vermelha;
então a gente saia pra jogar,
e se jogava no mundo toda noite,
e ninguém vinha pegar na nossa mão;
era bobagem tudo aquilo,
e quando eu me dava conta,
você nem estava mais comigo;
e eu acordava chorando;
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